Até o momento, a pessoa que achava que era herói no livro de Aldous Huxley mencionado no post passado não passa de parte da corja nociva e doente das personagens do livro. Um homem extremamente vaidoso e que centraliza tudo ao entorno de si mesmo. Uma lástima. Mas um novo herói surge e ele é leitor de Shakespeare. Espero que dessa vez acerte. Abraços.
Retificação…
23 23UTC Dezembro 23UTC 2009 por RobertoHuxley, Matrix e o Mito da Caverna…
22 22UTC Dezembro 22UTC 2009 por RobertoImaginem se nossa sociedade parecesse, de repente, com a descrita por Aldous Huxley em seu famoso livro “Admirável Mundo Novo”? Crianças e seus jogos eróticos, a sexualidade vista com tamanha liberdade em que cada pessoa pertence a todos, um lugar em que relações estáveis são condenáveis e a reprodução natural seria substituída pela reprodução em série de seres humanos? Achei muito interessante a crítica de Huxley à sociedade moderna, decerto deve ter escandalizado sua época com ideias tão estranhas. Porém, em meio a toda essa confusão, sempre há alguém que questiona a realidade, no livro também há uma personagem assim, a qual, inclusive, é considerada estranha pelos demais e que possivelmente teria um problema comportamental (aliás, a teoria Behavorista aparece bastante neste livro e a freudiana também) devido o injetar de álcool em seu pseudossangue. Sempre há pessoas querendo discutir o padrão, aquilo que consideramos a realidade. Por que sempre aparece alguém querendo discutir sobre a ordem das coisas?
O Mito da Caverna de Platão é um bom exemplo disso. Homens acorrentados que apenas veem sombras como representação do real. Porém, são apenas sombras, meras representações do Arquétipo. A história é muito conhecida, não vou contá-la aqui, mas vamos nos centrar na figura daquele que se liberta dos grilhões da ignorância, o homem que tem a coragem de ir até o mundo dos arquétipos, conhecer o que é verdadeiramente Real e por compaixão voltar aos acorrentados e tentar explicar a eles que o mundo não é bem aquilo que eles julgavam conhecer. Tudo é ilusão, diria ele. Por sua coragem ele é espancado e morto, não é assim com todos os heróis?
Em matrix também vemos o retrato desse mito que sempre retorna. Um mundo de ilusões, um escolhido para ser o guardião, ele enxerga a realidade por trás do véu do mundo objetivo, torna-se o salvador e, ao final, sacrifica-se para que a humanidade seja salva. Esse é um caminho comum daqueles que tentam mostrar a nós a Verdade. Será que estamos prontos para enxergá-la? E quando novamente aparecer alguém que conteste esse mundo, que nos faça perceber a fantasia e que nada é, mas apenas são representações de uma realidade maior o que faremos?
Huxley acreditava que o caminho da racionalidade não nos leva a lugar algum, e que somente por meio da sabedoria intuitiva enxergamos a unidade na diversidade. Muitos já tentaram dizer o mesmo e fracassaram. Acredito que está na hora de, pelo menos, refletirmos a respeito e pelos mitos enxergarmos algo que nos tem sido dito há tempos. John Lennon, Martin Luther King, Cristo, entre outros tentaram e deixaram sua mensagem impressa no coração das pessoas, mas foram assassinados. Afinal, por que quando o amor tenta se impor nós o rejeitamos?
Temos matado nossas esperanças de um mundo melhor e mais justo, ninguém é culpado em particular, todos somos culpados, precisamos urgentemente parar e sentir o mundo, acalmar nossas almas, fazer bater mais lento nossos corações, assim enxergaremos aquilo que nos é dito há séculos pelos homens de boa vontade e finalmente encontraremos a paz que tanto almejamos.
Referência das Imagens:
http://sporeflections.files.wordpress.com/2008/12/huxley.jpg
http://gregoriojr.files.wordpress.com/2009/08/matrix.jpg
Abraços.
Ps. Ainda estou na metade do livro de Huxley, espero que a história caminhe por onde estou imaginando, mas se não for assim, ficarei contente do mesmo jeito. (Risos).
Ps2. Tenho tentado escrever textos menores e por isso sempre me perco no final, desculpem pelo truncamento dos argumentos.
Um pouco de Mitologia…
14 14UTC Dezembro 14UTC 2009 por Roberto“Um homem sem símbolos é um homem sem criatividade.”
Carl Gustav Jung
Ter em seu coração o verdadeiro sentido místico dos símbolos é trazer para si centelhas de divindade. Por meio dos mitos somos capazes de enxergar o que há de mais importante, chamados por alguns de O Essencial. Mitos não são histórias infantis de povos primitivos que por alguma razão resolveram explicar o universo a partir de suas fantasias em comum. Não, o inconsciente coletivo é maior que isso e traz a nós verdadeiras lições de humanidade por meio de histórias incrustadas na espinha dorsal da humanidade. Vamos falar um pouco sobre mitos, e alguns símbolos importantes da filosofia egípcia.
Mitos vem de uma palavra antiga que quer dizer “o oculto, o velado, o mudo”, os mitos são histórias que tratam da saga humana, do herói cotidiano que cada um traz em si. Se recordarmos Platão veremos que ele nos diz “sois deuses, mas haveis esquecido disso”, somos uma fagulha da chama da divindade, chama que é um elemento simbólico, o quarto elemento que simboliza a mente ou a consciência, também podemos ver esse mito no próprio fogo ao crescer sempre para cima, jamais vai para os lados, isso quando não está sob a ação poderosa do vento o qual faz nossa consciência girar para todos os lados, o vento que sempre simboliza nossas emoções descontroladas.
Como podemos observar os símbolos estão na natureza e aparecem a nós quando nos desplugamos do racional e entramos no mistério do intuitivo. A intuição é o caminho que une e faz a consciência girar em torno de algo maior, já a mente racional procurar retalhar em partes o objeto em análise. A intuição é o nosso sexto sentido, o olho espiritual, ou como dizem alguns Satori, ou Budhi. Vamos falar um pouco mais sobre símbolos.
Os leitores devem conhecer a deusa egípcia Isis. Essa deusa é representada em forma de uma mulher belíssima que traz sob sua cabeça um trono. Alguns autores e estudiosos dizem que o nome desta deusa está relacionado de certa forma com o termo “degrau”, não sei ao certo, mas o que este simbolismo quer nos dizer? Isis é a deusa da vida, da generosidade e do amor, seu nome nos lembra que a vida é uma subida dolorosa, e constante, quando chegamos ao final de nossa aventura sentamos no trono e assumimos o controle de nossa própria vida. Esse é um símbolo bem bonito, mas o de seu esposo, Osíris, é mais belo ainda.
Dizem que Osíris é aquele que porta o cetro com a cabeça de Anúbis o que lhe confere o poder de enxergar na escuridão. Osíris é a Sabedoria que ilumina o caminho e conduz os demais. Além deste simbolismo, Osíris é sempre representado com um látego e uma espécie de gancho. Esse é o simbolismo do Amor, o amor que une e que faz sofrer, o amor que se coloca acima de toda dualidade, acima da dor e da alegria, acima das trevas e da luz, Osíris é o amor, o sentimento que se eleva acima do bem e do mal; se fôssemos buscar um simbolismo mais próximo de nós lembraríamos do Cristo e de outros homens e mulheres admiráveis que percorreram a saga do herói (esse um outro mito) para nos ensinar o caminho do meio.
Mitos são fontes importantes de conhecimento e são guias espirituais, procure saber qual mito você encarna, pois cada um encarna um mito ou uma constelação. Então, vamos juntos nessa aventura?
Fonte das imagens:
http://christiedevries.com/myPictures/isis1.jpg
http://www.gnosisonline.org/Teologia_Gnostica/images/osiris_negro.jpg


