Hoje é dia de tempestade, aliás, já passou dos tempos das tempestades, é verão, mas ainda podemos ver algumas escondidas e atrevidas a enfrentar o ciclo natural das coisas. Considero curioso o fenômeno tempestade, aquela porção de nuvens se misturando, tornando o céu cinza, típico de uma alma depressiva, corrompida pelas ranhuras de uma alma sedenta de vida, de frescor, chegamos, pois, à primeira conclusão:
“Para uma alma depressiva, julga-se necessário uma bela tempestade”
Tempestade é Duca! Moleque jogando bola na chuva, chapinhando nas poças d´água, correndo pra lá e pra cá, concurso de bobagens, brincadeira com latinha, tudo é diversão no mundo sutil dos pequenos tatus. Não há revolução, tudo é perfeito, não há julgamento, nem preconceito. Criança costuma burlar o sistema, criança é feliz porque não faz parte dele, criança é livre de umbigo de fora e sorriso na testa… Pô, tempestade boa essa, tempestade de uma segunda conclusão:
“Tudo tem seu lado bom”
Tempestade é força viva, destrói tudo que encontra, destelha as casas e nossas vidas também, descasca nossa alma. Tempestade e seus jogos de relâmpagos… Espetáculo curioso em que você parece enxergar o sistema nervoso do planeta, aquelas artérias, todas prenhes de luz, o céu puto, irado, trôpego, cansado de ver as tolices humanas, logo, temos a terceira conclusão de uma tempestade:
“Os deuses também foram humanos”
“Tempestade, tempera teus instintos, faz chover em minha alma um punhado de amor, uma lágrima quente, que faz balançar a maré do meu coração”.
25 25UTC Junho 25UTC 2008 às 3:44 am |
nossa! pelo que percebi metaforisastes a depressão em tempestade, muito lindo o texto, faz-me recordar dos meus tempos de infancia (tirando a parte da depressão) parabéns pelos texto!
25 25UTC Junho 25UTC 2008 às 5:09 pm |
Mais uma vez te digo, os teus textos são brilhantes.
26 26UTC Junho 26UTC 2008 às 6:16 pm |
P q P…
AdOrO! ***