“Minha Religião é a Humanidade”
(Bob, desvarios de um cão solitário)
Mais uma vez, durante todos esses anos, sou interpelado pela seguinte pergunta: Roberto, estou preparada para o caminho espiritual? Eu me quedo até assustado, e meus amigos sabem o porquê, pela razão simples de ser uma pessoa qualquer e simples, um ser humano bobo, ainda engatinhando na vida e que e não possui esse peso sobre os ombros. O de decidir os descaminhos de alguém. Há ainda o fato de não ser iniciado, nem mestre e, tampouco, discípulo, portanto não compreendi a pergunta da menina.
Mas o que me assustou foi o que ela me disse, o que dividirei com os leitores neste momento oportuno. Na verdade três histórias se fundem aqui, são três meninas que me perguntaram coisas diversas, peguei os exemplos das três para abordar um mesmo tema, do qual falarei agora de forma sucinta.
Uma das pequenas mora em uma cidade distante, em tal lugar ela tem uma “mestra” que ensina a garota a despertar a visão astral. Os estudantes mais sérios de ocultismo sabem das implicações reais deste poder latente do homem. Sim! Latente, pois todo homem guarda em si uma centelha de divindade. Porém, sabem também os estudantes de Ocultismo que tais práticas podem trazer ao neófito sérias complicações em sua psique, pois nem sempre o que se vê no plano astral é interessante.
Os problemas ainda podem ser maiores quando a pessoa está completamente desorientada e faz experiências em viagens astrais, em que sua alma se desliga do corpo temporariamente e viajas em planos sutis. Sabemos que isso é extremamente perigoso, pois podemos ser aprisionados por vampiros astrais, além de quê nosso anthakarana pode se romper, vindo nosso corpo físico a falecer. N coisas das mais estranhas e assustadoras podem ocorrer em tais viagens, podendo trazer a pessoa os desatinos e os desacertos da loucura, além de problemas kármicos intermináveis (por longas reencarnações).
Já foi dito aqui que ocultismo não é uma bobagem e que deve ser tratado com todo respeito do mundo, pois é uma Ciência do Espírito. Não é espiritualidade sentar-se em posições estranhas e fazer exercícios de hatha-yoga, isto não é ocultismo, mas não podemos deixar de ver os resultados benéficos que a meditação traz e os exercícios para o corpo. Porém, meditação não é apenar sentir o vazio, meditar é agir no mundo de forma a transmutá-lo, torná-lo melhor, através de nossos pensamentos, que em níveis sutis, também são formas e projeção de ações.
Yoga é uma filosofia de vida que pode se dividir em sete planos em que você precisa praticar as nobres oito verdades de Buddha – com dois d, pois se refere a Gautama Buddha – (não precisa ser budista, estou a falar da Filosofia de Buddha: nobres pensamentos, ações, etc.). Yoga é uma filosofia de vida e não apenas exercícios de alongamento. Há alongamentos para a alma e estes são sempre o Amor e a Compaixão. Viver os Valores Universais é praticar Yoga, e não ficar emitindo o sagrado OHM à toa, ou para fins egocêntricos.
Essas Verdades Universais (Amor e Compaixão) são os segredos do universo, os segredos da entropia e da neguentropia, os segredos dos ciclos cósmicos e etc.
Não adianta enxergar mundos sutis, em planos astrais se você nem sequer compreende seu universo físico, os fenômenos mais simples, então para que incorrer os riscos de ver o que ainda não se pode compreender? Por vaidade? Isto é magia negra.
Por isso os mestres espirituais, os guias da humanidade, reservam ao homem conhecer a verdade somente quando estão preparados, quando não há mais traços de egoísmo em sua personalidade castigada pela vida. Os mestres fazem por amor e não por quererem guardar os segredos para si, como alguns pensam. Estes homens que doam suas vidas por amor a nós querem que encontremos as respostas, mas para isso precisamos romper as cadeias do egoísmo e da falta de humildade.
Nossa civilização é tola, e ainda é jovem, precisa apanhar muito, mas iremos chegar lá, todos juntos, cantando a canção da esperança que move os homens, o mundo e o Universo.
Namaskar.