Distraidamente observo
o eterno cair de uma folha
que outrora era
respeitável e próspera
e que hoje é
apenas uma folha
E você surge com aquele olhar tolo
disfarçado pelos óculos
e de soslaio encara o mistério
que eu dirfarço ser
e que não sou
devagar, bem lentamente
encosta teus lábios tão quentes
nos meus tão frios
Em minha alma há um certo
desacerto, descontrole
desesperança e um desconforto
ao olhar você tão perto e
tão distante do que era
tão distante de mim
Movimento então meus dedos
sobre seu corpo
cada movimento um detalhe,
marcas, tracejos e linhas
um corpo criptografado pela vida
tão marcado pelo destino
Sinto que
sua mão toca mais do que meu corpo
ela delineia e molda minha alma
pois és o pulsar,
és cada movimento que meu coração faz
de lá e cá
como um pêndulo
que oscila entre a Esperança e o desespero
Amo-te
e distraidamente vejo o cair da folha
folha que outrora era vida
e que adormece sobre o chão
até ser arrastada pelo doce movimentar
do vento
Eterno amigo do tempo
4 04UTC Janeiro 04UTC 2008 às 7:09 pm |
“Movimento então meus dedos
sobre seu corpo
cada movimento um detalhe” <— Gostei dessa parte!! =)
Bom, a poesia etá muito bonita, vc está se sentindo meio perdido? Esperança e desespero??? Bom… os poetas escrevem o que sentem, não é mesmo? Boa poesia.