Hoje vamos falar acerca da Beleza, um conceito que nos parece tão familiar e de vastos expoentes de discussão. Não vou me ater a falar exaustivamente sobre o tema, mas propor alguns argumentos para debate ou para a reflexão para aqueles que freqüentam este blog.
Para Platão a Beleza era dos três princípios que parecia mais visível ou perceptível ao homem. Sim, pois você pode olhar para algo e dizer: – poxa! Como é belo. Os outros conceitos como Bondade e Justiça eram mais complexos e eram difíceis de serem enxergados por uma alma comum. Porém, a Beleza para os gregos estava representada no ser humano, eles eram extremamente humanistas e em suas esculturas ou artes de uma forma geral o homem era representado como uma que se fosse uma divindade em traços perfeitos e em harmonia com a natureza de uma forma geral.
Entretanto, o tempo passou e os conceitos foram modificados. No Renascimento, por exemplo, a beleza das mulheres era representada de uma forma generosa pelos artistas. Isto pelo fato de se acreditar que as formas redondinhas e graciosas eram uma representação da prosperidade e etc. Depois vieram os românticos e os traços do exaspero e do sentimentalismo quase brutal.
Com a Segunda Geração Romântica influenciada pelo byronismo a mulher perfeita era a mulher inacessível, vislumbrada somente em devaneios, intocáveis, castas e ingênuas de uma beleza virginal idealizada e por vezes doentia. Hoje estamos no Séc. XXI e as gordinhas do Renascimento deram lugar às magricelas das passarelas de Milão de do mundo. Hoje, a mulher para ser bonita e o homem também precisa ter o corpo delineado, “sarado”, e então se criou a indústria da beleza artificial.
Todos em academias a malhar e cuidar do corpo (o que não vejo problema algum, pois é uma necessidade cuidar de si em tempos complicados em que o ócio e a preguiça são grandes inimigos) o problema é quando a coisa vira doença e certos indivíduos contam no seu “tic-tac” dia e noite, noite e dia para chegar a hora de fazer sua esteira, ou exercícios de step Às vezes, porventura do horário, algumas pessoas resolvem fazer exercícios de madrugada e não sabem que muitas vezes isto é prejudicial para o sono, pois certas substâncias que estimulam o funcionamento do organismo são acionadas o que causa insônia e etc.
Hoje também é comum pessoas que mais parecem um Frank Stein de tantas cirurgias plásticas que costumam fazer para ter o modelo de encanto perfeito. Infelizmente alguns profissionais da Medicina que olvidaram o compromisso de zelar pela vida e pelo bem estar do ser humano e só pensam na lucratividade, então deixam que pessoas deslizem em suas fantasias e façam qualquer coisa por um corpo primoroso, não sabem que muitas vezes podem estar correndo risco, pois, em alguns casos, as cirurgias são mal feitas e os profissionais, em alguns casos, não são qualificados.
Para não entrar neste circulo doentio é preciso ter amor próprio e além do mais gostar de si mesmo. É obvio que há exceções e que algo precisa ser feito, ou então, no caso da academia é algo necessário que faz um bem à saúde e etc. Mas, não podemos exagerar. Outra coisa é acabar com esse conceito horrível de que a beleza está no que é gostoso e no que dá prazer e etc. Isto faz parte, mas não é tudo. Beleza é inteligência também, gestos de sutileza e carinho.
Conheci pessoas que esteticamente eram feias, mas que eu era louco pra namorar e eu também não sou um presente dos deuses. Porém, vejo tantas pessoas infelizes porque enraizaram este conceito em si e não conseguem enxergar mais do que belos corpos e sorrisos que em muitos casos escondem um pérfido coração. Esqueceram que a beleza interna quando poderosa é mais potente que qualquer corpo. Veja o caso do Dalai Lama quem é que liga para as roupas estranhas que ele usa e o fato de ser careca? Basta ver o sorriso daquele ser humano admirável para você entender que a beleza mora no coração.
Temos de ser melhores tanto externamente como internamente. Hoje, para se conseguir um emprego deve-se andar bem arrumado e ter boa aparência. A pessoa deve cuidar de si mesma e isso é excelente. Porém, não pode esquecer-se de exercitar a ética e os bons valores, senão será apenas mais uma “gostosa” que não faz e não fez história e que com o envelhecer os tempos todo mundo esquece, inclusive o marido ou a mulher, pois ninguém quer uma pessoa aos seus cinqüenta anos que não saiba conversar. Até Nietzsche que era “dispintado” por todas as mulheres sabia disso.
Namaskar.