Ontem foram noticiadas no Fantástico várias mortes de pessoas inocentes sem precedentes, sendo duas delas de jovens e de uma criança. Não recordo bem o local onde uma das jovens e a menina sofreram disparos de um assaltante que apenas ferido no rosto viu, de forma indiferente, a morte de ambas. Quando se entregou o bandido foi acolhido na ambulância e atendido às pressas, enquanto que às vítimas não foram socorridas.
O outro caso foi no estado do Rio de Janeiro. Uma garota de 23 anos foi alvejada na virilha em um trecho perigoso da cidade do Pan. O namorado, emocionado, disse que faria justiça e que lutaria sem cessar em busca de melhorias na qualidade da segurança e do sistema público de saúde (já que a jovem poderia ter sido salva se fosse atendida de maneira adequada).
A violência hoje é uma questão que deve ser tratada de maneira imediata e com medidas rápidas, paliativas e de longo prazo. Não adianta buscar em pacotes de segurança do tipo “fest-food” soluções para um problema que já engole praticamente a todos nós que assistimos o tiroteio na televisão, ou mesmo ao vivo, basta sair à noite e andar em locais escuros onde os escusos assaltantes esperam por nós como se fossem o lobo esperando a chapeuzinho.
Uma solução que contribuiria para o fim da violência descarada e desenfreada seria a busca de incentivos em políticas educacionais e preventivas. A Educação é um fator para a formação de qualquer ser humano. Através dela aquele indivíduo, excluído e marginalizado poderia ter uma chance de crescer.
Não exister ser no mundo que ao aprender insista em viver na ignorância. Devemos dar uma chance aos meninos do morro, devemos incluí-los em nosso meio.
Agora, não esperem que algo aconteça à sua família par que comecem a tomar atitudes a respeito. Não deixem que falem que não podes exercer seus direitos e coibir que tomes atitudes em benefício da sua vida e do próximo. Caso contrário entraremos em colapso e esta guerra civil implícita pode começar a escrachar em nossas janelas.
Afinal, queremos comprar brinquedos aos nossos filhos e sobrinhos, ou armas para que comecem a defender-se do lobo que está espreita esperando a próxima vítima de chapéu e nariz vermelhos.