Meditatio Generis Futuri *

By Roberto

Caros amigos, é um prazer estar novamente aqui neste blog para escrever algumas considerações. Hoje, o tema é muito comum e esquecido por muitos de nós: a Educação. Será que hoje temos um real sistema educacional? Ou será que tudo que temos observado nestes últimos anos é reflexo de um sistema enfermo que faz das pessoas instrumentos e objetos para serem utilizados pelo Estado de forma brutal e inconsciente?

Temos um sistema educacional que já nasceu morto  e que defende a idéia de uma educação informativa e instrumentalizada. Baseada em um sistema incomum de competitividade em que os homens brigam por migalhas de valor um tanto duvidoso. Não trabalham mais em um sistema de colaboração (e talvez nunca, nesta época moderna, tenham trabalhado com este sistema de valor). O que acontece é o óbvio e comum (e jamais normal) o combate sujo, em que você precisa vencer o outro de qualquer maneira, nem que para isso a pessoa utilize as costas de seu companheiro para subir de status quo.

Na época clássica, a Educação sempre foi sinônimo de “detirar” ,ou seja, retirar o que há de melhor no ser humano e torná-lo independente e preparado para a vida como um todo e nao um depósito de informações, um baú para guardar conceitos velhos, obtusos e confusos que em nada contribuem para um crescimento tanto interno como externo.

Antigamente, existia uma relação muito forte entre discípulo e seu guru. Uma relação baseada na confiabilidade e no respeito mútuo. O discípulo recebia sua orientação em silêncio e depois tinha que constatar em sua própria vida o efeito daquele conhecimento repassado. Hoje, as coisas são diferentes, não existe compromisso e critério no repasse de informações. As pessoas tem sido condicionadas a pensar através de seus professores e limitam-se, muitas vezes, àquele conhecimento.

Muitos podem contestar e comentar que esse é um discurso sem silogismo, pelo fato de que o discípulo ouvia tudo caladinho. Bem, mas existia um compromisso e a Educação do candidato não estava condicionada apenas a informação, mas também a um sistema pragmático e formativo, ou seja, o candidato aprendia a pensar e viver através daqueles conceitos e a partir daí ter suas próprias idéias e transcender a todas as informações, transformá-las em conhecimento e depois em Sabedoria. E Saber e Viver estão Intimamente relacionados.

Com isso quero dizer que antigamente, em uma época de valores clássicos, o mestre costumava dizer ao seu discípulo: levante-te e anda. Sendo que não existe nesse sistema o que muitos pensam que é o fato de discípulo usar o mestre como se fosse uma bengala, ou ser dependente dele. Não se trata disso. Porém, onde estão os mestres de Hoje? Onde estão os homens de um valor superior (como diria Nietzsche)? Homens de nobreza? Não por títulos ou posição social, mas de valores eternos, como: Amizade, Solidariedade e Amor? Um homem para ser um educador precisa educar-se a si mesmo. Como profetizava o oráculo de Delfos “Homem, conhece te a ti mesmo e conhecerás aos deuses e ao Universo”.

Você, educador, seja um Arúspice do tempo. Veja nas entranhas do presente a chave para um futuro melhor e mais Humano. Nao demasiado humano, mas, de certa forma, divino. Um Abraço a todos.

* “Reflexão geradora do Futuro”.

Para mais informações:

Escritos sobre Educação – Friedrich Nietzsche

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