Posts de Fevereiro, 2007

A Psicopatia Social Infinita

23 23UTC Fevereiro 23UTC 2007

Hoje, temos o de sempre na TV: sangue. De diferentes maneiras, temos por exemplo o aumento de acidentes nas estradas durante o carnaval (festa realmente cultural, e problematizada pela falta de critério popular que confunde diversão com pornografia entre outros problemas mais graves e nem tanto comuns). Temos os atentados no Iraque, a miséria (já banalizada) na África, carros que arrastam crianças por vários bairros em uma das capitais mais importantes (e sede dos jogos pan-americanos) do Brasil, crime bárbaro e extremamente cruel, digno de um ser bizarro que pode ser tudo, porém que nao pode ser classificado como Humano. E todos se perguntam? Mas cadê a Humanidade? Onde estão os sonhos coletivos? Aqueles que falavam do mundo melhor, justo e fraterno. Cadê?

Com certeza não é na frente da TV que você encontra respostas para esse problema. Os noticiários apelam, fazem com que o cidadão sinta-se acoado diante de sua condição de idiota passivo da história, ao noticiarem que mais uma guerra se aproxima logo falam sobre os peixinhos lindos do aquário da fulana de tal ou do curió trovoada que rendeu ao seu tutor uma grande quantia em dinheiro. Afinal de contas, informar ou formar? O que estamos fazendo? Nos jogamos em demasia aos apelos visuais estranhos e jogamos de acordo com a fantasia que a mídia nos impõe, mas isso é velho e discutido por milhares de pessoas o tempo todo por todo mundo. Porém, você aí, pensas ou és pensado de acordo com a música do grande maestro?

A tal psicologia vitimamante é reforçada quase que cruelmente. Somos forçados a acreditar que não podemos mais fazer diferença alguma, que somos imbecis de livros e idéias nas mãos, porém sem garra e atitude para uma mudança real. Tenho, às vezes, vergonha de ter nascido em um país em que tudo e todos assistem a tudo como se fosse uma grande piada, ou até se chocam, mas esquecem dos choques “violentos” que a vida dá pelo fato de que é carnaval, ou o Brasil é assim mesmo. Até quando seremos os patifes dessa história? Pois, o Presidente, senadores e lálálá têm sua parcela de responsabilidade, porém não são totalmente responsáveis.

Tudo isto também é culpa minha e sua. Então, ponha a mão, não apenas na sua consciência lógica, mas em seu coração, a fim de que sejamos bastante ousados, bem ousados mesmo, como os patifes que assolam nossas noites, matando nossos parentes, nossos irmãos, em um banho de sangue infinito ou como os patifes políticos que de bastante ousados fazem de você e de mim um bando de patetas que assistem a tudo bestilizados. Portanto, que procuremos ser ousados e iniciar uma revolução mental, para que possamos buscar nossos direitos e fazer deles uma lei universal.

O Universo dos números

9 09UTC Fevereiro 09UTC 2007

Pitágoras, certa vez, disse que somente existia o 1, e que qualquer número que viesse além dele seria apenas ilusão. O certo é que Pitágoras era incluenciado por uma manemática chamada de Matemática Dinâmina que compreendia a natureza autêntica dos números e que não se baseava em um sistema lógico definido, porém esse é um tema que nem ouso comentar.

O que gostaria de lhe falar hoje é sobre a Natureza simbólica dos números. Já perceberam como existem números que se repetem na história da humanidade e em nossa própria história de uma forma geral? É como se nos perseguissem, ou como se tivessem uma enorme vontade de nos falar algo. Vocês já pensaram por exemplo no número 7?

Existem 7 notas musicais, 7 dias da semana, Há 7 esferas planetárias regidas pelos sete planetas da astrologia clássica, sete cores do Arco-íris. Os 7 Senhores do Carma. Os 7 ciclos da terra (4 ciclos lunares com duração de 7 dias). A renovação celular do corpo humano (7 em 7 anos). Os 7 orifícios do rosto humano. A plenitude, a ordem perfeita. A medida reguladora da coesão universal: 7 planetas, 7 divindades, 7 cores, 7 chakras, 7 pecados capitais e assim continua.Vejamos o exemplo dos sete subcorpos humanos que, segundo a tradição Hindu, tem a denominação de Constituição Septenária, sendo que todos estes números estão interligados entre si.

Outro número significativo é o 12, por exemplo. Não sei se todos recordam do famoso exemplo dos 12 apóstolos de Cristo e dos 12 signos Zodiacais, porém também como esquecer dos cavaleiros da távola redonda e seus estranhos significados relacionados aos signos do zodíaco grego? E também o zodíaco chinês, como fica?

O 4 é um outro número bem interessante, pois ele significa os 4 elementos alquímicos, também é ligado aos 4 veículos da Personalidade humana: corpo/físico, corpo/energético, corpo/emocional e corpo mental inferior. Existe uma carta do tarot egípcio que é O Enforcado que vemos um homem de ponta cabeça e suas pernas se cruzam formando um 4 que é o símbolo da destruição da personalidade. Logo abaixo da carta vemos um Escorpião que é ligado também a esse simbolismo já que ao ser cercado pelo perido o escorpião usa seu ferrão e se auto-destrói. Existem também as 4 estações e as relações com os 4 temperamentos do homem.

Por fim o número 40 que na tradição judaica representa o numero da superação, mas se você ver bem podemos pensar assim 4+0 (igual a) 4. Ou seja, pode ser viagem, mas será que Cristo ao superar todos os infortúnios do deserto não venceu as 4 provas da iniciação? As provas dos Elementos Alquímicos? Em um nível simbólico, ao passar 40 dias na floresta sendo tentado pelo demônio Mara e vencido os 108 espíritos malignos Buddha não venceu a sua própria personalidade inferior indo de encontro à sua natureza divina? Existe algo por trás dos números e não é apenas um sistema de lógica sem vida. Que tal começarmos a refletir sobre isso? Namaskar.

Meditatio Generis Futuri *

8 08UTC Fevereiro 08UTC 2007

Caros amigos, é um prazer estar novamente aqui neste blog para escrever algumas considerações. Hoje, o tema é muito comum e esquecido por muitos de nós: a Educação. Será que hoje temos um real sistema educacional? Ou será que tudo que temos observado nestes últimos anos é reflexo de um sistema enfermo que faz das pessoas instrumentos e objetos para serem utilizados pelo Estado de forma brutal e inconsciente?

Temos um sistema educacional que já nasceu morto  e que defende a idéia de uma educação informativa e instrumentalizada. Baseada em um sistema incomum de competitividade em que os homens brigam por migalhas de valor um tanto duvidoso. Não trabalham mais em um sistema de colaboração (e talvez nunca, nesta época moderna, tenham trabalhado com este sistema de valor). O que acontece é o óbvio e comum (e jamais normal) o combate sujo, em que você precisa vencer o outro de qualquer maneira, nem que para isso a pessoa utilize as costas de seu companheiro para subir de status quo.

Na época clássica, a Educação sempre foi sinônimo de “detirar” ,ou seja, retirar o que há de melhor no ser humano e torná-lo independente e preparado para a vida como um todo e nao um depósito de informações, um baú para guardar conceitos velhos, obtusos e confusos que em nada contribuem para um crescimento tanto interno como externo.

Antigamente, existia uma relação muito forte entre discípulo e seu guru. Uma relação baseada na confiabilidade e no respeito mútuo. O discípulo recebia sua orientação em silêncio e depois tinha que constatar em sua própria vida o efeito daquele conhecimento repassado. Hoje, as coisas são diferentes, não existe compromisso e critério no repasse de informações. As pessoas tem sido condicionadas a pensar através de seus professores e limitam-se, muitas vezes, àquele conhecimento.

Muitos podem contestar e comentar que esse é um discurso sem silogismo, pelo fato de que o discípulo ouvia tudo caladinho. Bem, mas existia um compromisso e a Educação do candidato não estava condicionada apenas a informação, mas também a um sistema pragmático e formativo, ou seja, o candidato aprendia a pensar e viver através daqueles conceitos e a partir daí ter suas próprias idéias e transcender a todas as informações, transformá-las em conhecimento e depois em Sabedoria. E Saber e Viver estão Intimamente relacionados.

Com isso quero dizer que antigamente, em uma época de valores clássicos, o mestre costumava dizer ao seu discípulo: levante-te e anda. Sendo que não existe nesse sistema o que muitos pensam que é o fato de discípulo usar o mestre como se fosse uma bengala, ou ser dependente dele. Não se trata disso. Porém, onde estão os mestres de Hoje? Onde estão os homens de um valor superior (como diria Nietzsche)? Homens de nobreza? Não por títulos ou posição social, mas de valores eternos, como: Amizade, Solidariedade e Amor? Um homem para ser um educador precisa educar-se a si mesmo. Como profetizava o oráculo de Delfos “Homem, conhece te a ti mesmo e conhecerás aos deuses e ao Universo”.

Você, educador, seja um Arúspice do tempo. Veja nas entranhas do presente a chave para um futuro melhor e mais Humano. Nao demasiado humano, mas, de certa forma, divino. Um Abraço a todos.

* “Reflexão geradora do Futuro”.

Para mais informações:

Escritos sobre Educação – Friedrich Nietzsche